Dois jesuítas são assassinados no México

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Dois jesuítas são assassinados no México

O Superior Geral da Companhia de Jesus pede para autoridades ‘deterem a violência’ que tem se tornado rotineira naquele País

Cidade do México – O Superior Provincial da Companhia de Jesus no México, Luís Geraldo Moro Madrid SJ, informou nesta segunda-feira, o assassinato de dois jesuítas em Cerocahui (Tarahumara): “Com profunda dor e indignação informo que no dia de hoje, 20 de junho, à tarde, os padres jesuítas Javier Campos e Joaquín Mora foram assassinados em meio à violência que vive este país, ao tentar defender um homem que era perseguido e buscava refúgio na igreja. Condenamos estes atos violentos, exigimos justiça e a devolução dos corpos de nossos irmãos jesuítas que foram levados pelos assassinos.”

Medidas de Proteção

Os jesuítas também pedem “de modo imediato” que se adotem “todas as medidas para proteger a vida de nossos irmãos, religiosas, leigos e de toda a comunidade de Cerocahui”. Também se encontram na região os jesuítas Esteban Conejo, Jesús Reyes e Jesús Zaglul (jesuíta da República Dominicana e assistente para a América Latina Setentrional).

Por sua vez, o Superior Geral da Companhia de Jesus, P. Arturo Sosa SJ, expressou pelo Twitter que está comovido e triste com esta notícia: “Meus pensamentos e orações estão com os jesuítas do México, seu povo e com suas famílias das vítimas. Precisamos deter a violência que causa tanto sofrimento desnecessário”, afirma.

O governo do Estado de Chihuahua condenou lamentando também os “atos violentos em que dois religiosos se tornaram vítimas circunstanciais”. Diante disso, órgãos oficiais asseguram que tomaram medidas de coordenação com a Secretaria de Defesa Nacional e com a Guarda Nacional para garantir segurança às pessoas sob ameaça. Além disso, disponibilizou uma linha telefônica 911 para pessoas que tenham familiares sob risco ou que necessitem informações.

“Não nos calaremos!”

No comunicado, jesuítas mexicanos recordam que estes fatos não são isolados: “A Serra Tarahumara, como muitas outras regiões do País, enfrenta condições de violência e esquecimento que não têm sido revertidas. Todos os dias homens e mulheres são privados arbitrariamente da vida, como foram hoje assassinados nossos irmãos”.

“Desta forma, não nos calaremos diante da realidade que dilacera toda esta sociedade. Continuaremos presentes e trabalhando pela missão de justiça, reconciliação e paz, por meio de obras pastorais, educativas e sociais.”

Denunciando o ocorrido, lembram “a dor do povo diante da violência dominante e se solidarizam “com tantas pessoas que padecem esta mesma situação, sem que seu sofrimento suscite empatia e atenção pública”.

“Confiamos que os testemunhos de vida cristã de nossos queridos irmãos Javier e Joaquim continuem a inspirar homens e mulheres a se colocar a serviço dos mais desprotegidos”, afirma o comunicado.

Dom total com informações da Companhia de Jesus

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